Info Setlist
Date: 2008-08-07 
Country: Portugal 
City: Zambujeira do Mar 
Venue: Festival Sudoeste TMN 
Other:  



01. Brennið Þið Vitar
02. Earth Intruders
03. Hunter
04. Pagan Poetry
05. All Is Full Of Love
06. The Pleasure Is All Mine
07. Overture
08. Immature
09. Army Of Me
10. I Miss You
11. Who Is It?
12. Hope (with Toumani Diabaté)
13. Vökuró
14. Wanderlust
15. Hyperballad
16. Pluto

encore
17. Anchor Song
18. Declare Independence
Pictures (email) Observe that there usually is a NO camera policy at these concerts.
Reviews
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MISS THAT DAY :(

/nuel - 4122
wonderful experience.
1st time I left my kid with someone else to go out at night.
it worth. obrrigada.

/openyourwings - 4115
Yes, Anchor Song is missing. And Hope was played after Who is It? with Toumani Diabaté.

/oneofthem - 4102
Tenho SAUDADES!!!!

/sergiosanches - 4100
sergio,

o sudoeste é provavelmente o festival com pior ambiente de Portugal e eu até sou bastante festivaleira. ver a björk no sudoeste era um risco e nós gostamos todos demasiado dela para aguentar as coisas dos estúpidos. ir ver quem se gosta a festivais dá medo. apesar de tudo tive sorte, mesmo que tivesse querido, muitas vezes, matar todos os que cantavam mais alto que ela à minha volta e acertar umas chapadas nos suecos grogues e histéricos atrás de mim.

só que a björk é a björk. quando os nossos olhinhos a vêem, pronto, ficam olhinhos piscina. esperemos que não demore muito a voltar (que com a idade uma pessoa cada vez aguenta menos a saudade (:) e que volte assim tão bem disposta como esteve na zambujeira. e se quiser fazer festivais eu cá continuo a achar que ela ia muito bem com as árvores de paredes de coura e as suas pessoas deitadas na relva.

/bjorkeira - 4098
the anchor song is missing at the setlist :/

e sergionunes, como eu te compreendo, ao meu lado tinha um grupo de bebados que não se calaram o tempo inteiro e um dos elementos integrantes do grupo queimou-me duas vezes com um cigarro; infelizmente não creio que tenhamos outra oportunidade como a do coliseu. bjork só mesmo integrante em festivais por estas bandas.

/waterskin - 4096
Ela estava mesmo simpatica... Qd a vi no coliseu em 96 ela nem Obrigado disse... estava furiosa porque o o publico assobiou a primeira parte (os PLAID), na altura tb achei uma estupidez, mas percebo que estava tudo brutalmente ansioso, estavamos a digerir o POST que tinha meses cá fora... musicas como ARMY OF ME, HYPERBALLAD ou ENJOY ditavam uma viragem na maior parte das vivencias musicais das pessoas que se deslocaram a um Coliseu completamante cheio. Depois em 2003 no Meco, foi mais emotivo, mas toda a parafernalia do fogo de artificio parecia tirar alguma descontraçao à Bjork... depois teve a estreia de WHERE IS THE LINE? que ainda hoje me arrepio quando me lembro de a ouvir pela primeira vez... e o publico estava lá por ela (algo que eu nao sei se será totalmente verdade qd se fala do Sudoeste... atras de mim e eu tava bem perto do palco, estavam duas pitas irritantes que comentavam que a unica coisa que conheciam era o intruders e um tal de vestido de cisne que ela levou ao MTV Movie awards... aí confesso que estive muito proximo de perceber o que vai na cabeça dos serial killers pois a minha vontade era acabar rapidamente com aquilo, antes que os meus ouvidos sangrassem de aflição...). Em suma, a Bjork esteve neste mt mas mt melhor, estava um pouco ansioso quanto ao estado da sua voz... mas qd fiquei com os olhos invernosos no All is Full of Love percebi que ela estava lá e bem à minha frente... Qts anos de espera agora???

/sergiosanches - 4093
Always FANTASTIC my princess. The best concert of always, with an excellent performance.

Luv u Bjork

/ruiamaral - 4091
it was awesome. it was. after five years there she was and i could not believe. and it was so different from both meco or royal opera house (i was in both). so many beautiful small details. she is my queen. she's huge, what can i say. she is.

while i send my photos, check flickr -> http://www.flickr.com/photos/jujucalhau/tags/bj%C3%B6rk/

/bjorkeira - 4087
after the bjork´s gig at sudoeste i wouldn´t mind waiting another 5 years to see her again (probably not but what the hell, it was one of the most incredible moments of my lifetime) doing what she does best: performing to a huge audience cheering her and sharing the perfect moment she was helding up.
i have only two videos as i got too overwhelmed to document more and some photos, which i´ll email them to the madcarperters soon.

all is full of love: http://www.youtube.com/watch?v=kFSPcGnm_GE

hope: http://www.youtube.com/watch?v=vEOYUXy-H4Q

/waterskin - 4086
HUGE!!!

/sergiosanches - 4083
My own review in Portuguese:


>Memórias de um ritual pagão<

Não deve haver artista mais difícil de categorizar que Björk Guðmundsdóttir. Desde que enveredou por uma prolífica carreira a solo em 1993, depois do rompimento com os Sugarcubes, que tem trilhado um caminho sempre marcado pelo inesperado. Depois de um início estrondoso a conquistar os corações indie e o mercado mainstream, desde cedo deu para compreender que o propósito maior desta força da natureza proveniente das paisagens escarpadas da Islândia nunca se revelaria o mais acessível. Depois da sublimação pop de Debut e Post, algo mais começou a emergir. Inicialmente com a exacerbação apaixonada de Homogenic passou para o completo oposto com a quietude sublimada de Vespertine, apenas para voltar a chocar – talvez mais que nunca – com a rispidez visceral e carnal de Medúlla. No seu último passo em direcção a uma imortalidade já conquistada, apresentou-se com Volta, um distinto chamamento peregrino do centro da própria Terra.

Os espectáculos de Björk sempre foram visualmente e conceptualmente arriscados. Quando passou em 1996 pelo Coliseu dos Recreios a sonoridade industrial, suja e agressiva, nunca deixaria adivinhar que enveredaria mais tarde numa tourné pelas casas de ópera do mundo, como se de uma compositora de chamber music se tratasse e que, logo a seguir, reunisse ambos os mundos aquando da revisão de carreira, que os Portugueses tiveram a oportunidade e a satisfação de presenciar no Meco há cinco anos. Mas nada parece fazer mais sentido do que o conceito de Volta quando é concretizado ao vivo. É aparentemente o mais simples trabalho de Björk desde Debut, mostrando uma artista, que na sua presente maturidade, não desiste de descortinar mais uma das suas inúmeras e quase esquizofrénicas facetas. Como um mensageiro dos deuses antigos, Björk entrou no palco do Sudoeste a revelar à partida, e com Earth Intruders, o imenso espectáculo de cor, luz e emoções totalmente inadulteradas que se iria vivenciar. Não há aqui espaço para a racionalização, tudo é radicalmente instintivo.

Mesmo antes de entrar em palco, o decateto de metais no feminino – as Wonderbrass, todas elas islandesas – avançava para os seus lugares enquanto fazia ecoar pelo recinto uma marcha sem nação e a preconizar os inúmeros rituais heréticos que iriam ter lugar na Zambujeira do Mar. Trajadas com cores garridas, bandeiras acopladas e pinturas bélicas eram como múltiplas vozes que se reuniam numa só: na de Björk, vestida como uma princesa amazona dos tempos modernos, com todas as cores do arco-íris a flutuarem da sua saia e com um bizarro adereço que lhe cobria a cabeça. A sacerdotisa impunha assim a sua presença e convocava para si as hostes, que poderiam entrar cépticos mas sairiam certamente crentes. Esta comunhão existe num espaço muito para além do religioso e o alinhamento que escolheu para esta noite foi perfeito e mais que adequado à missa degenerada que foi o seu concerto. Em Hunter mostrava-se ainda a apalpar terreno, enquanto as batidas predatórias embrenhavam-se nas almas mais desprevenidas e ela mesma deixava rolar das suas mãos uma densa chuva de fitas. Com a dorida Pagan Poetry sentia-se já a aproximação de uma rendição, que se mostrou completa quando certamente fazia cair as primeiras lágrimas de absolvição com a dilacerante All is Full of Love. Assim se sentiu o aterrar da entidade que se tinha conjurado.

Depois disto soltou-se mais do que é habitual, mostrando-se receptiva à calorosa e desembrenhada recepção que o público lhe oferecia. Era afinal de contas o penúltimo espectáculo de um itinerário que começou em Abril de 2007. A quase infindável tour reforça aquilo que se vislumbra em palco, uma tribo nómada sem destino estabelecido, que deixa um bocado de si em todos os sítios que visita e celebra. A acompanhar Björk estão também Mark Bell, companheiro de longa data e co-produtor de alguns dos seus melhores temas, nas misturas, Damian Taylor, nos efeitos sonoros e condutor da maravilhosa engenhoca Reactable, o amigo Jónas Sen nas variadas teclas e o aclamado Chris Corsano na bateria.

Após a entoação da belíssima Pleasure is All Mine, que tal como quase todas as mais anciãs canções teve direito a novas roupagens, ajustadas aos emblemas do espectáculo, chega um dos mais sublimes momentos que o Sudoeste teve oportunidade de presenciar. Björk ausenta-se para as Wonderbrass tomarem o centro do palco e arrebatarem uma multidão silenciosa com Overture, numa comovente alusão a Dancer in the Dark. Logo a seguir retorna para junto delas para apresentarem uma despida e hipnotizante versão de Immature, com a indomável voz de Björk, simultaneamente frágil e irredutível, a provocar reacções imediatas a cada nova vocalização. Podem-se contar pelos dedos os intérpretes que conseguem impregnar cada nota de uma panóplia infindável de sentimentos e ela faz certamente parte desse restrito grupo.

Enquanto esperava pela chegada de um convidado muito especial, depois de I Miss You e Who Is It, entretinha-se divertidamente a interrogar o público no meio de inúmeros e floreados “Oprrrrigados”. Esse convidado era Toumani Diabaté que intitulou de rei da kora, instrumento de múltiplas cordas, proveniente do Mali que com ela protagonizou um dos mais belos momentos da noite com Hope, uma acutilante balada primitiva, que com o virtuosismo de Toumani e os rasgados sorrisos de Björk, todos conquistou.

Estes momentos mais íntimos, partilhados com cerca de vinte mil pessoas, como o religioso Vökuro, a paisagística Wanderlust, e o emotivo retorno a casa de Anchor Song já no encore, eram intercalados com as mais puras descargas de energia. Começou com Army Of Me, esse hino de guerra que parece estar mais forte e ressonante que nunca, e que fez pela primeira vez o mar de gente tornar-se alucinantemente revolto. Mas ainda assim nada poderia augurar o que viria a acontecer no final. A romanticamente suicida Hyperballad começa com a doçura de sempre, com Björk inclusivamente a deixar o público cantar parte da música, mas o crescendo habitual é violentamente paralisado pelo perturbador irromper de um perverso beat de Mark Bell. Aqui todo o espaço circundante pareceu dissolver-se repentinamente para dar origem a uma rave espacial capaz de aniquilar galáxias inteiras. Algo que continuou a elevar-se com a chegada de (a) Pluto, com as suas batidas apocalípticas carregadas de desgarrada energia bélica. A acompanhar um poderoso ”headbanging” colectivo, Björk juntava-se ás suas Wonderbrass numa coreografia ritualista.

Mas a fatal exaustão só se poderia fazer sentir depois da última música do encore, Declare Independence, um dos temas maiores de Volta. As anteriores dedicações ao Kosovo e ao Tibete causaram controvérsia na China e impediram-na de se deslocar à Sérvia. Mas em palco o mito é outro e tremendamente pessoal. Num palco recheado de bandeiras sem nacionalidade nem associação, Björk, numa atitude neo-punk totalmente combativa, exigia que se erguessem as bandeiras mais alto. As bandeiras de um individualismo conquistado, sinais da emancipação que tinha acontecido. E numa celebração inominável a explosão derradeira deu-se com toda a pompa imaginável. Os saltos eram cada vez mais altos, os confettis celebrativos inundavam a multidão enquanto esta gritava com toda a sua alma, respondendo ferozmente aos rituais pagãos convocados. Depois desta experiência extracorporal assombra-nos a percepção que não existiam deuses extraterrenos presentes nesta cerimónia. A única coisa que Björk fez venerar foi a identidade de cada um. Independência declarada... eterna e inabalável.

http://ohomemqueviveuduasvezes.blogspot.com/

/oneofthem - 4080
:) the concert was a piece (very big piece) of heaven! I felt like a child so happy to see and hear again this all group of musicians that admire so much! Couldn't stand myself and kept sending childlike kisses to all :D

Love your music Björk!!! Thank you a lot!

/pe_nita - 4074
yes, I am.

still recovering from the concert of a lifetime that it was.
had already seen Björk twice and this was just immense.
the closeness of vökuro and immature to the touching landscapes of all is full of love and pleasure is all mine, not forgetting the surge of pure energy of the ending... still on search for proper "wordings". maybe tomorrow.

/oneofthem - 4073
Bjork, You make my day!
Love You! You are Beautiful...

/nuel - 4072
Are you from Portugal, "OneOfThem"?

/nuel - 4071
Just arrived... She transcended everything I could hope for. And on top of that she was happy and talkative (I know!)

Speechless still. I'll just give ya guys the setlist - not sure about the order of some:


BRENNID DIT VITAR (walk in)
EARTH INTRUDERS
HUNTER
PAGAN POETRY
ALL IS FULL OF LOVE
THE PLEASURE IS ALL MINE
OVERTURE
IMMATURE
ARMY OF ME
I MISS YOU
WHO IS IT?
HOPE (with Toumani Diabaté)
VÖKURO
WANDERLUST
HYPERBALLAD
PLUTO
-------------
ANCHOR SONG
DECLARE INDEPENDENCE

To see some photos:
http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/30010

/oneofthem - 4070
I'm losing my mind here. It's a reunion that's been 5 years in the making. I'm pretty sure that Sudoeste will never be the same again after tomorrow.

Enjoy Portugal!

/oneofthem - 4057
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